Faculdade Social - Graduação
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FSBA faz convênio com Sebrae em educação empreendedora


 A Faculdade Social da Bahia (FSBA) implantou a capacitação “Empreendedorismo” para todos os cursos ofertados. A partir do ano letivo de 2012, através convênio com o Sebrae, inédito no Norte e Nordeste, o ensino do Empreendedorismo assumiu as características da transversalidade ao levar sua contribuição aos alunos que optaram por serem protagonistas nas diferentes carreiras profissionais que escolheram. Dentre as ações de destaque, o “Campus do Empreendedor” (ambiente virtual de simulação empresarial e jogos de empresas desenvolvido pelo Sebrae e COPPE/UFRJ), onde são hospedados jogos de capacitação e complementação da formação dos alunos na área de Empreendedorismo nos cursos do núcleo de Ciências Sociais Aplicadas (Administração, Direito, Comunicação Social - Publicidade e Jornalismo) e do núcleo de Saúde (Fisioterapia, Educação Física Bacharelado, Psicologia), além do núcleo de Educação (Educação Física Licenciatura e Pedagogia).

 
A iniciativa acadêmica da FSBA é baseada em três linhas de ação: o desenvolvimento do Empreendedorismo”; o “Desafio Sebrae” e a aplicação pedagógica do software “Campus”. Neste ano, 328 estudantes da FSBA se inscreveram no “Desafio Sebrae”, considerado o maior business game do mundo, que tem a primeira rodada de nível estadual marcada para o dia 23 de maio.
 
O coordenador do curso de Administração da FSBA, Paulo Cardoso, vislumbra que a medida diferenciada está em sintonia com a expectativa do mercado. “Isso amplia a visão de atuação profissional dos alunos e abre novas perspectivas da carreira, uma vez que 99% da atividade empresarial no Brasil é desenvolvida em micro e pequenos negócios”, frisa. O “Campus” desmitifica as barreiras da formação profissional e rompe o invólucro que considerava o tema do empreendedorismo como algo específico do curso de Administração. “Com o ‘Campus’, o estudante tem de utilizar princípios de empreendedorismo para gerenciar um negócio virtual. Isto tudo num ambiente tecnológico, onde o lúdico aproxima o estudante de conceitos de gestão do mundo de negócios como algo que dá significado prático ao seu aprendizado”, explica.
 
A coordenadora geral do projeto “Educação Empreendedora na Universidade Brasileira do Sebrae Nacional”, Flávia Fernandes, destaca que o objetivo da iniciativa é fomentar a  cultura do empreendedorismo nas instituições de ensino superior brasileiras para que consolidem suas agendas neste campo, reconhecendo o seu papel no desenvolvimento regional. Ela analisa que a FSBA foi escolhida como única instituição de nível superior privada da Bahia a fazer esse convênio com o Sebrae devido ao interesse anterior da FSBA pelo tema e aos critérios do Sebrae de distribuição regional para realização de projetos-pilotos. “Estimular o empreendedorismo no ensino formal faz parte da estratégia de desenvolvimento de todo o país que se pretenda competitivo. A sociedade contemporânea exige pessoas empreendedoras, autônomas, com competências múltiplas, que saibam trabalhar em equipe, tenham capacidade de aprender e adaptar-se a situações novas e complexas, de enfrentarem novos desafios e promoverem transformações. Em decorrência dessa realidade, a educação empreendedora passou a ocupar posição estratégica no campo econômico e social. É preciso aprender sobre empreendedorismo”, defende.
 
A educação empreendedora é entendida como uma metodologia cujo foco é a formação do indivíduo compromissado com o desenvolvimento social, portanto, mais capacitado para inserir-se no mundo produtivo e, especificamente, no mundo dos negócios. A professora da disciplina “Empreendedorismo” na FSBA, Janaína Neves, ressalta que, nas instituições educacionais, o desenvolvimento da cultura empreendedora visa estimular o desenvolvimento do planejamento de ações, do trabalho em equipe, da experimentação como importante estratégia de aprendizagem, além da compreensão de que a educação deve ser para toda a vida. “Quando nos referimos à importância do Empreendedorismo ou à importância da adoção de atitudes empreendedoras, é oportuno destacar que não estamos nos referindo, necessariamente, a abertura de novos negócios. Referimo-nos à adoção de atitudes que contribuam para o alcance de bons resultados, expresso por meio do desempenho acadêmico, das relações familiares e sociais e, consequentemente, do desempenho no mundo dos negócios”, completa.
 
A professora da disciplina “Empreendedorismo” da FSBA ressalta ainda que a aceitação da temática nos diferentes cursos de graduação enfrenta uma resistência inicial por parte dos alunos, por entenderem, num primeiro momento, que a mesma seria específica da área de gestão. “Resistência que vai perdendo a força à medida que a proposta é apresentada e que o conceito ampliado de empreendedorismo é empregado, ou seja, à medida que é destacado que o empreendedor não é somente aquele que tem boas ideias para a abertura de um negócio (atividade econômica), mas é também aquele capaz de ter boas ideias, de implementá-las e de colher resultados positivos em qualquer área de atuação”, avisa.
 
“Campus” – O “Campus do Empreendedor”, que utiliza o BIZGame, representa o fruto de esforço conjunto do Sebrae e COPPE/UFRJ num trabalho de equipe. O criador do software é o doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, Claudio D´Ipolitto, que desta o aspecto diferencial do BIZgame ser um “jogo sério”. “Diverte por ser um jogo que agrega um aspecto lúdico ao processo de aprendizagem, o que aumenta o envolvimento dos alunos. É sério, por que facilita a vivência de situações empresariais em um mundo simulado, onde é possível permite errar sem correr os riscos que ocorrem no mundo real. Nosso lema é ‘Aprendizagem real em uma empresa virtual’”, frisa. O BIZgame é o primeiro jogo de negócio disponível no “Campus do Empreendedor” e simula um mercado onde os participantes organizados em diversos grupos assumem o papel de gestores de fábricas de bicicletas, tomando decisões relativas a produção, recursos humanos, precificação, promoção e distribuição. “O nome ‘Campus’ já reflete a filosofia de democratizar o acesso a oportunidades de aprendizagem ativa a alunos de todas as carreiras, sem se restringir aos cursos mais familiarizados com jogos de negócio, como Administração, Economia, Engenharia de Produção e outras áreas ligadas à gestão”, explica Claudio D´Ipolitto.
 
Por ser um ambiente na Internet, pode ser acessado a qualquer hora e de qualquer lugar, pelos professores da FSBA. Dessa forma, o professor planeja as rodadas do jogo e convida seus alunos, que podem tomar suas decisões na faculdade ou de casa. “Ao aplicar o BIZgame, o professor pode trabalhar as várias competências empreendedoras nos alunos, como, por exemplo, o desenvolvimento de uma visão sistêmica do comportamento de uma empresa no contexto dinâmico do mercado e da concorrência. Outras competências dizem respeito à resolução de problemas sob pressão, a capacidade de aprender conceitos e métodos de gestão empreendedora na prática (do jogo), o desenvolvimento do trabalho em equipe e de uma escuta ativa e inclusiva, a predisposição a enfrentar e resolver desafios, construir consenso, saber competir com ética e enxergar o erro como uma oportunidade de aprendizagem”, salienta. Os professores da FSBA envolvidos com a disciplina do Empreendedorismo foram capacitados pelo criador do software. “Adotamos um processo dinâmico, no qual os professores puderam conhecer o Campus e de fato “jogar o jogo”, simulando como será a futura utilização por seus alunos. Foi também importante discutir como esta ferramenta pode ser integrada à grade de cada curso para complementar o currículo e propiciar uma forma participativa de aprendizagem. Além disso, abrimos com uma reflexão teórica sobre os jogos de negócio para criar uma linguagem comum com os professores”, revela Claudio D´Ipolitto.